Uma surfistinha que tira onda

Letícia tem síndrome de Down. Na foto, ela aparece surfando em uma prancha azul no mar. Em pé, Letícia se equilibra para surfar na onda. Com o surf, ela aprendeu que pode superar qualquer desafio.Letícia Maria Dias, 11 anos de praia. No vaivém das marés, ela surfa, diverte-se, deixa a plateia da areia encantada e tira onda. Fica em pé na prancha, de joelhos, rema, flutua, dropa. Aluna doAdaptsurf, ONG carioca que ensina o esporte a pessoas com deficiência, Letícia vai, há três anos, todo sábado com sua mãe, Luciana Dias, praticar surf na Barra da Tijuca.

“Ela adora os amigos, o convívio com o mar, o reconhecimento e o elogio das pessoas toda vez que termina de surfar. É muito bom ela perceber que é reconhecida e valorizada a cada onda que desce. O surf traz muitas alegrias a ela. E é o nosso programa de sábado, é um momento nosso, mãe e filha”, conta Luciana.

Ter certeza de que é capaz de superar desafios é, para sua mãe, o maior ganho que a prática proporciona para Letícia.

“Ela percebeu que basta focar. E isso vale para qualquer obstáculo de sua vida. O surf serve de exemplo para mostrar a ela que as dificuldades na escola são normais e que ela é capaz de superá-las, pois consegue algo muito mais desafiador, que é surfar”. Leia mais

Mãe solteira e decidiu adotar dois bebês com síndrome de Down

crédito da foto: The Guardian
crédito da foto: The Guardian

Quando eu tinha uns sete anos, a professora da escola pediu para imaginarmos nosso futuro. Eu escrevi uma redação dizendo que eu seria mãe, com um marido, e que teríamos dois filhos, um menino e uma menina. Era assim na casa em que cresci – e era isso que queria dizer família pra mim.

Mas as coisas acabaram sendo um pouco mais complicadas do que isso. Hoje, com 41 anos, eu tenho uma filha, Emily, de cinco, e um filho, Tom, de dois anos. Eu os adotei como mãe solteira e os dois têm síndrome de Down.

Eu tinha 35 anos quando o meu último relacionamento terminou e sabia que o tempo estava se esgotando para que o sonho de família que eu tinha, quando era menina, fosse realizado. Eu não queria desperdiçar minha vida esperando a chegada de um outro homem, inclusive porque ele poderia nunca chegar, ou chegar tarde demais. Eu já tinha sido mães de acolhimento (uma espécie de adoção temporária) por alguns anos e tinha pensado em adotar, mas sempre imaginei fazer isso com um parceiro. Agora eu teria que deixar de lado essa parte do sonho. Se eu quisesse ter a família que eu sempre quis, teria que ser sozinha.

Como professora de crianças com deficiência, eu sou fascinada pela forma como as pessoas são diferentes umas das outras. Depois que paramos de julgar, a diferença se torna algo bonito. Eu sentia que seria uma mãe melhor para crianças com deficiência e estava confiante que poderia oferecer um lar seguro e amoroso, onde eles iriam se sentir compreendidas e cuidadas. Então eu entrei em contato com uma ONG de adoção que eu sabia que tinha experiência em encontrar famílias para crianças com necessidades específicas. A ONG também oferece apoio às famílias depois da adoção, então eu sabia que não iria estar sozinha. Leia mais

Desrespeito no Terminal da Lauro de Freitas marca Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

terminal

Enquanto pais e profissionais que trabalham com pessoas com deficiência se preparavam para realizar uma caminhada pela passagem deste dia, uma mãe foi desrespeitada por funcionários de uma empresa de transporte coletivo em Vitória da Conquista. Confira a matéria veiculada no programa UESB NOTÍCIAS, da UESB FM. A reportagem é de Milena Castro.

Conquista participou do Dia Internacional da Pessoa com deficiência

20151203100923 (1)Hoje é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que lembra que aproximadamente 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. A data vem buscar a conscientização da população para a condição que esta importante parcela da sociedade, que são tratados por muitos como um motivo para a discriminação, o que dificulta uma vida de qualidade e digna para as pessoas com algum tipo de deficiência.

Segundo o Decreto Nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a deficiência pode ser definida como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”. A deficiência pode ser classificada em física, auditiva, visual, mental ou múltipla, quando duas ou mais deficiências estão associadas.

De uma maneira geral, pessoas com deficiência precisam de uma maior atenção por parte dos governantes, principalmente no que diz respeito à acessibilidade e inclusão na sociedade. Segundo a ONU, pessoas com deficiência são mais vulneráveis a abusos e normalmente não frequentam a escola.

Também é importante destacar que a maioria dos deficientes não consegue entrar no mercado de trabalho principalmente porque alguns empregadores acreditam que essas pessoas não são capazes de realizar o trabalho com eficiência, além de acharem que a construção de um ambiente acessível é bastante cara. Sendo assim, está claro que é fundamental que se criem políticas que acolham melhor essa parcela da população.

A questão principal, sem dúvida é buscar assegurar uma melhor qualidade de vida a todos os deficientes ao redor do planeta. É importante, no entanto, que todos tenham em mente que as pessoas com deficiência não são menos capacitadas e, assim como todas as outras, possuem direitos e deveres assegurados.

Em Vitória da Conquista, foi realizada uma caminhada na manhã de hoje, percorrendo as principais ruas do centro da cidade. Pais, filhos, amigos de pessoas com algum tipo de deficiência participaram, além de muitos garotos e garotas de todas as idades que mostraram sua cara na rua para reivindicar o que lhes é de direito: o respeito e a inclusão.

Com informações do site Brasil Escola

A professora de pilates, ginástica e zumba que quer ajudar a todos com sua profissão

IMG_0908-300x225Priscilla Mesquita mal entrou para a universidade de Educação Física e já conseguiu um emprego como professora de pilates, de zumba, alongamento, dança e ginástica. Sortuda? Que nada! Ela é arretada mesmo. A pernambucana de 24 anos e campeã brasileira de karatê, cursa o quarto período na Faculdade dos Guararapes, em Recife, e se forma em 2016. Ela conta que nunca deixou que o preconceito das outras pessoas por ela ter síndrome de Down a impedisse de batalhar e seguir em frente.

“As pessoas podem nos olhar como incapazes, mas eu sempre procuro mostrar como sou eficiente. Na faculdade, fui mostrando minhas habilidades e tirando boas notas. Algumas vezes a melhor nota de sala, porque preciso me esforçar mais do que todos que estão ali para mostrar que sou capaz. As coisas foram mudando. Hoje, no quarto período, algumas pessoas só querem ficar no meu grupo porque eu realmente estudo”, conta Priscilla, que ama o maracatu. Leia mais

O concurso de miss no qual a aparência não conta

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Tiffani Johnson, de 22 anos, cresceu desejando vencer um concurso de beleza. Mas, por ser portadora de Síndrome de Down, nunca pôde competir.

Até a criação do “Miss Amazing” (“Miss Incrível”, em tradução literal), concurso criado em 2007 nos Estados Unidos para mulheres com deficiências.

Atualmente, a competição é realizada em 30 Estados americanos. Mais de 650 garotas e mulheres já participaram.

As participantes não são julgadas pela beleza, mas pela autoconfiança, como se apresentam e interagem com os jurados e a plateia.

Johnson foi uma das finalistas do concurso nacional. A BBC esteve com ela na final em Los Angeles, na Califórnia, para acompanhar sua performance.

Reportagem: Kate Monaghan

Fonte: BBC Brasil

O que ensinar ao seu filho sobre o amigo com Síndrome de Down?

desenhandoQuantas vezes nós vemos que alguns pais ficam desconcertados, sem saber como falar com seus filhos sobre a síndrome de down de algum amiguinho.
Normalmente o que falta a eles é o preparo para tratar desse assunto.
Por isso achamos importante divulgar este texo.
Beijos dos Dauzitos!

Por: Mãe do Bruno

Tenho certeza que essa é uma dúvida de muitos pais, já que a criança de até uns 10 anos (a depender do seu contexto social) ainda não tem a clara noção da diversidade humana que a cerca. Na verdade eu me coloco no lugar desses pais, e vejo que se não tivesse o Bruno, também teria uma interrogação.

Suponhamos que seu filho tenha um parente, ou amigo na escola, com síndrome de Down. Não sei como você encara essa ideia, mas tenha certeza que ter amizade com uma criança com qualquer tipo de deficiência é muito bom para as duas crianças. Seu filho terá a oportunidade de saber lidar com a diversidade e ser uma pessoa melhor, e você pode facilitar isso.

Mas o que dizer sobre a síndrome? Bom, enquanto ele não perguntar nada, relaxe, você também não precisa explicar. Deixe que a coisa flua. E aqui eu faço o meu primeiro pedido: aja o mais naturalmente possível, por mais que a situação não seja tão natural nem mesmo para você (por desconhecimento e inexperiência). O seu exemplo de como reagir perante o meu filho vai funcionar como um espelho para o seu filho, então, por favor, não demonstre pena, e independentemente das suas expectativas quanto à nossa reação, aja diante de nós da mesma forma como você agiria junto a qualquer mãe com qualquer filho. Leia mais

Síndrome de Down contagia

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Últimas descobertas dos pesquisadores revelam que a Síndrome de Down é altamente contagiosa. Segundo as pesquisas, pessoas que convivem com downs, e constantemente recebem abraços e beijos, apresentam comportamentos estranhos tais como sorrisos sem motivo e generosidade desmedida. Também apresentam distorções visuais que os fazem ver a vida com cores mais vibrantes. Portanto cuidado! Se você é uma dessas pessoas corre o risco de contrair alegrite aguda seguida de felicite crônica.

Assinado: Elitan David, contaminado.

Fonte: http://dauzito.com.br/

Felippe Reis é o primeiro judoca faixa preta com Síndrome de Down de São Paulo

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Foto: CBJ

A Federação Paulista de Judô (FPJudô) realizou no último sábado, 31 de outubro, o exame de faixas que reuniu mais de 300 candidatos no ginásio Celso Daniel, em Mauá, no ABC Paulista, decorado na cor rosa como forma de adesão à campanha “Outubro Rosa”, que visa a conscientizar sobre a importância da prevenção ao câncer de mama. Para um dos candidatos, o dia foi ainda mais especial. Felippe Reis, Judô Acre Clube, foi aprovado e se tornou o primeiro judoca faixa preta com Síndrome de Down do Estado de São Paulo.
“O evento reuniu 307 candidatos, sendo três portadores de necessidades especiais, o maior evento de graduação já realizado pela FPJudô. Trabalhar com a inclusão desses atletas tem sido muito gratificante porque quebramos paradigmas. O judoca portador de necessidades especiais participa de um exame de graduação da mesma forma que os demais candidatos, valorizando essa conquista por eles”, disse o coordenador técnico da F.P.Judô, Joji Kimura. Leia mais

Leitura e escrita na síndrome de Down

leituraescritaPor Zeildes Pereira de Paiva

• “Buckey (1992) apoia-se na tese de que a linguagem escrita é o método para ensinar a linguagem oral para crianças com síndrome de Down. Isto por apresentarem deficiência na memória de curto prazo, de maneira que a escrita subsidiará a linguagem oral e a cognição. ”A aquisição da linguagem escrita possibilita um novo desempenho no desenvolvimento do sujeito, permitindo o controle pelo sistema complexo de signos e uma instrumentalização ao pensamento, ampliando assim a capacidade de memória, por meio dos registros das informações.
• Para Vygotsky (2003, p.140), a linguagem escrita é “um sistema particular de símbolos e signos cuja dominação anuncia um ponto crítico em todo o desenvolvimento cultural da criança”. Portanto, para este autor, a linguagem escrita é um sistema de código, organizadora do pensamento, a partir da prática cultural, funcional e instrumental. A elaboração da linguagem escrita não está na simplificação da habilidade motora e, menos ainda, no simples processo de decodificação, que comumente é trabalhado dentro de uma realidade de fazer associação entre unidades desprovidas de significado (soletrar). O ideal é adaptar o meio à criança através de ferramentas adequadas a sua realidade sócio cultural.
• A criança com síndrome de Down, devido à trissomia no cromossomo 21, traz deficiências em alguns processos das Funções Psicológicas Básicas, como: atenção, percepção, sensação e memória além de algumas deficiências em processos cognitivos como linguagem, fala e memória auditiva de curto prazo, além de dificuldades no desenvolvimento motor. É importante ressaltar as consequências relacionadas à hipotonia (baixo tônus muscular), que favorece a fadiga e o desequilíbrio, desencadeando a atenção reduzida e alteração na coordenação motora grossa e fina, o que influenciar na linguagem escrita; traz ainda o carimbo de preconceitos e rejeições adotados pelo modelo clínico (ALVESMAZZOTTI, 1994; SILVA, KLEINHANS, 2006; VOIVODIC, 2004) Leia mais

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