Diálogo é a chave para relacionamento saudável entre irmãos com e sem deficiência

pedro-e-jujuFoto: Acervo Pessoal

A chegada de um novo irmão ou irmã pode gerar estresse e tensão entre crianças e adolescentes, pois altera a estrutura da família. Novos papéis são atribuídos e torna-se necessário aprender a dividir desde o espaço físico até o tempo e os cuidados dos pais com o bebê que virá. Quando um dos filhos tem síndrome de Down ou outra deficiência, muitas dúvidas podem surgir sobre como lidar com a situação. Especialistas e pais que já viveram experiências semelhantes garantem que o diálogo é a chave para uma convivência saudável e feliz entre os irmãos.

Quando aprendem sobre a deficiência de seus irmãos, os filhos sem deficiência conseguem compreendê-los melhor, além de ajudar a estimulá-los. É importante falar com clareza sobre os cuidados com o irmão que tem deficiência, mas também sobre as suas capacidades. Assim, é possível entender que o irmão também pode aprender e conquistar muitas coisas na vida. O convívio com irmãos com idade aproximada pode ser um ótimo estímulo para as crianças com síndrome de Down ou outras deficiências. Nesses casos, a criança tem dentro de casa um incentivo a mais para o seu desenvolvimento, uma companhia nas brincadeiras e atividades.

Assim como ocorre com os pais, crianças e adolescentes podem mostrar sentimentos negativos em relação à deficiência. Muitas vezes, elas se comportam agressivamente para chamar a atenção ou se isolam. Isso acontece porque expressam os sentimentos de forma diferente da dos adultos. Mãe de Lorena, que tem seis meses e nasceu com síndrome de Down, a médica Ivelise Giarolla ressalta que é muito importante criar um diálogo aberto para evitar temores infundados ou ansiedade em relação ao futuro.

“Lorena tem uma meia irmã, a Luiza, de 12 anos, minha enteada. Luiza ficou muito chateada com a revelação do diagnóstico da Lorena, como todos nós ficamos em um primeiro momento. Assim, eu e meu marido fazemos questão de abordar frequentemente o assunto com ela, mostrando a realidade: que a síndrome de Down não é uma doença, que a Lorena não será incapaz e que estamos trabalhando muito desde já para a pequena ter uma vida normal”, conta Giarolla, que também é mãe de Marina, de dois anos.

A professora Rita Moraes, o marido e as filhas do casal, Letícia e Manuela
Crédito da foto: Arquivo pessoal

Após a surpresa inicial, a união da família pode ser um importante apoio para lidar com eventuais dificuldades relacionadas à saúde da criança com síndrome de Down. No caso da professora Rita Moraes, a ajuda da filha Letícia, de 14 anos, foi fundamental durante o período em que Manuela, de dez meses, esteve internada por conta de uma grave cardiopatia. “Letícia fazia o que podia para me dar apoio. Quando a bebê ficou muito mal, ela vinha com joguinhos do celular pra tentar me distrair. Na gravidez, ela falava para que eu não chorasse porque era bobagem. E daí se a irmã dela tinha síndrome de Down?”, lembra a professora.

E como a criança com deficiência entende a chegada de um novo irmão? Para a psicopedagoga Sheina Tabak, o processo se dá da mesma maneira. “O processo é o mesmo. Deve haver diálogo e tranquilidade para explicar à criança sobre as mudanças, da mesma forma que seria com uma criança sem deficiência”, esclarece. Como na tirinha abaixo, da série A vida com Logan, em que o cartunista Flávio Soares mostra um pouco do relacionamento entre os filhos Logan, que tem síndrome de Down, e seu irmão caçula Max. Os dois têm uma relação cheia de amor, afeto e algumas pequenas disputas normais entre irmãos.

– Leia mais em: http://www.movimentodown.org.br/2013/07/informacao-e-a-chave-para-relacionamento-saudavel-entre-irmaos-com-e-sem-deficiencia/

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