Síndrome de Down – Estimulando as habilidades

Artigo

A Síndrome de Down (SD) é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21, que por sinal é o menor cromossoma humano.  Afeta o desenvolvimento físico e cognitivo, variando de uma pessoa para outra.

Dentre as características provocadas pelo cromossoma extra do par 21 estão o comprometimento intelectual, baixa estatura, olhos puxadinhos, como nos orientais, rosto redondo, tônus muscular reduzido, hipotonia de língua, dificuldades motoras, de mastigação, de deglutição, problemas na articulação da fala dentre outros.

Este público é composto por crianças, adolescentes e até adultos, que possuem necessidades particulares, de acordo com as deficiências que cada um possui e que sem adaptações curriculares e estratégias individualizadas não conseguiriam desenvolver todas as suas potencialidades.

Dar “voz e vez” aos que lutam contra a exclusão social. Quanto mais informadas, mais ativas as pessoas se tornam para buscar essa inclusão social, educacional e buscar seus direitos.

Informação é sempre a melhor ferramenta       

Todos nós podemos aprender, mas precisamos de estratégias próprias e pautadas na ciência para desenvolver potencialidades e tirar o foco só da deficiência. Precisamos estudar, trabalhar, se relacionar, ser autônomos, ser cidadãos e estarmos aptos a viver engajados em uma sociedade que respeite as diferenças e entenda que o NORMAL é ser diferente.

Desenvolvendo as habilidades

Indivíduos com SD precisam ser estimulados desde cedo. Elas precisam de atendimento de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros que integrarão estas equipes de acordo com as demandas e necessidades.

Eles necessitam de adaptações curriculares e de um bom PDI (plano de desenvolvimento individual). É necessário o uso de material adaptado e bem concreto, além do apoio visual que facilita a aprendizagem, principalmente da matemática.

Ampliar o vocabulário e trabalhar as habilidades auditivas favorecem o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado da leitura e escrita.

Pesquisas tem sugerido que o método fônico favorece o aprendizado da leitura e é o mais indicado para as crianças com SD.

A música e a Literacia (conjunto das habilidades da leitura e da escrita: identificação das palavras escritas, conhecimento da ortografia das palavras, aplicação aos textos dos processos linguísticos e cognitivos de compreensão) são poderosas ferramentas que podem agregar muito e facilitar o processo de aprendizagem destas crianças tanto na escola quanto em casa. Se você tem um filho ou parente com SD, estimule sua comunicação, demonstre afeto, incentive sempre, desenvolva suas habilidades. Qualquer atividade com massinhas, papel picado e estão entre atividades que podem e devem estar presentes no ambiente familiar.  Tão fáceis de fazer e tão importantes para o desenvolvimento. Estímulo é o que importa. Importante também permitir que ele expresse o que deseja e se sinta incluído, através dessas dinâmicas família escolar.

Todo mundo aprende no seu tempo. Não podemos esquecer disso, seja no ambiente familiar e no escolar.

 Viva a neurodiversidade!

Luciana Cordeiro Felipetto, Fonoaudióloga Clínica e Educacional. Pós- graduada em Psicopedagoga. Mestre em Ciências da Educação. Especialista em Fonoaudiologia Educacional e Linguagem.