Com determinação e apoio, cada vez mais jovens com síndrome de Down chegam à universidade

O jovem Pedro Brandão, que acaba de ser aprovado no vestibular e vai cursar a universidade. A cada ano há mais pessoas com síndrome de Down chegando à universidade em todo mundo. O primeiro a conseguir completar o curso de magistério de que se tem notícia, em 2001 foi o espanhol Pablo Pineda. O Brasil é o pais da América Latina com o maior número de universitários com síndrome de Down. Aqui, a primeira jovem a se formar no magistério foi Débora Seabra, em 2005, e outras 25 pessoas cursam ou já concluíram a universidade (veja a lista aqui).

Veja a entrevista com Pablo Pineda

Em 2014, um dos aprovados no vestibular para o curso superior de Gastronomia na Universidade Paulista (UNIP), em São Paulo, foi Pedro Carrera, de 19 anos. O Movimento Down conversou com ele por email.

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Artes marciais ajudam pacientes com Down

Observatório Nacional de Educação Especial analisa de forma inédita a inclusão escolar no Brasil

Iniciativa promete trazer avanços para a educação inclusiva. Crédito da imagem: iStockEm uma iniciativa inédita na história da área de Educação Especial no Brasil, um grupo formado por mais de 200 pesquisadores está trabalhando de forma conjunta no Observatório Nacional de Educação Especial (ONEEsp), criado em 2010 e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O Observatório é uma rede de pesquisa que envolve 24 universidades de 18 Estados do País, sob coordenação de Eniceia Mendes, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar. Entre os integrantes da rede estão professores e estudantes de graduação e pós-graduação espalhados por 59 municípios brasileiro. O objetivo é mapear de forma integrada a educação de estudantes com deficiências e, atualmente, o grupo avalia o programa de implantação de serviços de apoio do Ministério da Educação (MEC).

Até a década de 1960, a Educação Especial no Brasil acontecia primeiramente em escolas filantrópicas e particulares e, depois, em classes especiais dentro das escolas regulares da rede pública de ensino. Há apenas poucos anos teve início a construção da Educação Especial nos moldes conhecidos atualmente, integrada ao ensino regular. No entanto, embora projeções indiquem que o país pode ter de 5 a 10 milhões de pessoas em idade escolar com deficiências, segundo o Ministério da Educação apenas 700 mil estão matriculadas nas escolas públicas brasileiras.

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Inclusão no Mercado de Trabalho

Felipe Carvalho faz parte do programa Iluminar, da Light, no Rio de Janeiro. Crédito: Vitor Madeira/Imagens do PovA entrada no mercado de trabalho é um passo importante para que os jovens possam fazer a transição entre o mundo da infância e o mundo adulto. O excesso de preocupação por parte de familiares e amigos muitas vezes torna essa passagem difícil para as pessoas com síndrome de Down, principalmente pela forma com que elas são tratadas e pelas baixas expectativas em relação à sua função na sociedade.

As pessoas que não estão empregadas tendem a ter mais depressão e menos autoestima. Isso acontece porque o ambiente de trabalho ajuda os indivíduos a ganhar responsabilidades e desenvolver relacionamentos com grupos diversos. Além disso, favorece o desenvolvimento de habilidades cognitivas, mecânicas e de adaptação a diferentes situações, inclusive na vida pessoal.

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Um olhar sobre a inclusão

Como a educação possibilita a conquista da cidadania para os portadores de Síndrome de Down

Educar não é, nem nunca foi uma tarefa simples. É um ato que requer atenção, paciência, dedicação e, principalmente, afeto. Assim é para toda e qualquer criança e adolescente, não importa a origem, condição social ou intelectual. Sem cuidado, nossos filhos e filhas dificilmente alcançarão a plenitude de suas capacidades. Sem amor, a tarefa torna-se ainda mais difícil. Principalmente quando aquele que aprende requer dedicação ou atenções especiais, como bem sabem os pais de filhos com Síndrome de Down.

O direito à educação, para todas as crianças e adolescentes com deficiência intelectual, ou não, é garantido por diversas leis, documentos internacionais e, inclusive, pela Constituição Federal de 1988, que prevê o “atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino” e o “acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

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Porque o esporte é excelente para pessoas com Síndrome de Down

Crédito da foto: Edmílson de Lima – Imagens do Povo/Movimento DownUma atividade completa. Assim pode ser definida a ginástica artística, um esporte que tem sido praticado com sucesso por pessoas com síndrome de Down. Algumas características associadas à síndrome facilitam a realização dos exercícios. Além da diversão, crianças e adolescentes desenvolvem habilidades fundamentais para o seu desenvolvimento, como o equilíbrio e o fortalecimento muscular.

A palavra ginástica tem origem no termo grego gymnastiké e significa “a arte ou ato de exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade”. No caso das pessoas com síndrome de Down, os benefícios são ainda maiores. Para Cristiane Wolf, professora de ginástica artística da Academia Body Tech e do Clube de Regatas do Flamengo, ambos no Rio de Janeiro, a atividade é ideal para este público.

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Problemas de audição em pessoas com Síndrome de Down

Crédito: Paula Moreira FotografiaMuitas crianças e adultos com síndrome de Down têm problemas de audição. Segundo as Diretrizes de Atenção às Pessoas com Síndrome de Down do Ministério da Saúde, cerca de 75% das pessoas com a trissomia sofrem perda auditiva ao longo da vida. Nas crianças, as causa mais comum é o fluido no ouvido médio. O Movimento Down desenvolveu uma cartilha para orientar pais e profissionais sobre os principais problemas de audição que podem afetar pessoas com síndrome de Down, suas causas e tratamentos. Para ler a publicação, basta clicar aqui e baixar em formato PDF.

Acompanhamento nutricional de pacientes com Síndrome de Down atendidos em um consultório pediátrico

A Síndrome de Down (SD) é uma condição genética que compreende  aproximadamente 18% da população com comprometimento intelectual. Anualmente afeta cerca de 8 mil bebês brasileiros. Apresentam uma variedade de complicações tornando-os mais vulneráveis ao aparecimento de doenças. A inexistência de parâmetros antropométricos específicos e nacionais para todas as idades dificulta a avaliação do desenvolvimento pôndero-estatural, identificação de fatores de risco e prescrição adequada da terapia nutricional a essa população. Esse trabalho visou a definir o perfil antropométrico comparando-se resultados obtidos pelo emprego de dois padrões de referência indicados para classificar o estado nutricional de indivíduos com SD. Esta pesquisa avaliou 350 crianças com SD, de ambos os gêneros, com idades entre 0 e 11 anos, atendidas em uma clínica pediátrica de São Paulo, a partir da coleta de dados registrados em prontuários. Determinou-se o diagnóstico nutricional de acordo com as curvas de crescimento propostas por dois padrões de referência. A maioria das variáveis antropométricas, pelos dois padrões, foram superiores no gênero masculino. Considerando-se peso e estatura/idade percebeu-se que, utilizando-se o padrão internacional, encontram-se mais indivíduos eutróficos. Leia artigo completo.

Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down

minhavida Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos.
“Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down”, afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). No Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas.

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Congresso Internacional Aprendendo Down

aprendendodown O Aprendendo Down/UESC e Federação Brasileira das Associações de síndrome de Down em parceria com as entidades anexadas realizarão o 2° Congresso Internacional no período de 3 a 5 de outubro/2013.
Fortalecer a Cidadania e reconhecer a Diversidade respeitando o Outro, é responsabilidade de cada um de nós, possível através da informação, estudo, pesquisa e sobretudo convivência.
Este é mais um momento de Aprender, Discutir, Compartilhar, Refletir e Fazer Valer…

Que a diferença seja o elo e que possamos garantir as conquistas, avançando mais ainda, deletando o passado, resgatando as pessoas, que por tanto tempo foram discriminadas e que estão ai, com habilidades e competências, agentes ativos nesta nova construção, onde Diversidade é verdade incontestável, sendo a Inclusão, um caminho para Autonomia.

Por Celia Kalil Mangabeira, Coordenadora do Evento

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