Como tornar a criança sociável e inseri-la na sociedade, evitando discriminação?

Considerando que as crianças com síndrome de Down/T21 apresentam uma característica fenotípica determinada pela sua própria imagem fotográfica, esta expressão característica foi lamentavelmente muito mal apresentada às gerações que nos antecedem, de tal forma que, assim como o preconceito da associação de “manga com leite”, que fora imposto pelos coronéis e senhores das capitanias para proteger um potencial econômico gerado pelo leite e seus derivados, permaneceu por estes cinco (5) séculos e só agora está sendo caracterizado como uma grande mentira que envolvia questões econômicas; a síndrome de Down/T21 que foi descrita há quase quatro (4) séculos com as restrições que lhes foram impostas, estão sendo progressivamente desafiadas e vencidas e temos como um dos principais exemplos a questão da sobrevida deste grupo que, no início do século XX, era de mais ou menos cinco (5) anos, em meados do mesmo século era de 15 anos e no fim deste século, praticamente considerado similar a nossa própria idade de sobrevida.
Isto tudo aconteceu devido ao envolvimento dos educadores, profissionais da saúde e, fundamentalmente, pela persistência e insistência dos pais e associações que objetivaram a melhor qualidade de vida de seus filhos; obviamente alicerçados com a aquisição da terapia antimicrobiana e dos grandes avanços da cirurgia cardíaca.

Consideramos, portanto, que a sociabilização das crianças com síndrome de Down/T21 demandará fundamentalmente um largo período de crédito da sociedade que, necessariamente, estará vinculada com progressivas insistências de indivíduos isoladamente ou de grupos de instituições com os conceitos determinados pelos programas de inclusão geral e o passo seguinte a esta inclusão social será coroado pela igualdade de seus direitos e obrigação. É preciso reconhecer e se conscientizar de que o preconceito da situação isolada de “manga com leite” perdurou 500 anos, ficando a pergunta: – Quanto tempo precisaremos para a “suposta” sociabilização integral das pessoas com síndrome de Down/T21 ser extinta?

– Um recado para os pais que tem filho com síndrome de Down/T21: Acreditem: SEMPRE É CEDO!!

Prof. Dr. Zan Mustacchi – CEPEC-SP 

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